
O abastecimento de água às zonas económicas e de pastorícia far-se-ia, grosso modo, com recurso aos sistemas convencionais de captação, adução, transporte e distribuição de água por pressão e/ou gravidade.
Contudo, em áreas de produção agrícola, pecuária e de pastorícia recônditas, onde inicialmente não for possível o suprimento de água por gravidade ou sistema de bombagem, o fornecimento deste precioso líquido far-se-ia, igualmente, através de canais de irrigação.
Cada uma das 18 províncias do país contaria com um ou vários canais de irrigação (bifurcados ou não) semelhantes ao que fora erguido na província do Cunene (estamos a nos referir ao canal do Cafu), mas de implementação não complexa, mais rápida e muito menos onerosa.
O processo de construção dos referidos canais de irrigação ocorreria antes ou depois do início dos trabalhos de construção dos 140 mil empreendimentos económicos (fazendas agrícolas, fazendas pecuárias, fazendas piscícolas, fábricas de processamento de alimentos, etc) previstos no PEDEEPEEESA e por erguer no âmbito do PEIUHAR, e implementado com recurso aos mais de 108 mil homens que estariam à disposição do Gabinete Adhoc de Obras Emergenciais (GAGOE), centenas de engenheiros civis e militares, milhares de efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) afectos às distintas regiões militares, centenas de veículos pesados de transporte e de máquinas e equipamentos de engenharia e construção civil e militar, etc, etc.
Empregar-se-iam nesta empreitada técnicas e abordagens arrojadas (contudo, funcionais e fiáveis) de construção civil, materiais de construção (como o malhasol, cimento, etc) produzidos localmente e com as especificações correctas, inertes (como a areia, burgau, britas, etc), etc.
O que estamos a querer demonstrar? Estamos a querer demonstrar:
Que sem a necessidade do país contratar empresas privadas de construção civil (mormente estrangeiras) e recorrer ao erário público;
Que com o engenho e expertise dos nossos engenheiros civis e militares;
Que com recurso aos meios de engenharia civil e militar;
Que com o engajamento de milhares de soldados afectos aos distintos comandos de região militar das FAA no processo de escavação manual [braçal] das valetas[1] de passagem da água a aduzir;
Que com o apoio voluntário e consciencioso das populações das zonas por onde passariam as referidas infraestruturas hídricas;
Que com a quantidade de areia, brita, burgau, água, cimento, ferro galvanizado e malhasol etc, que temos no país…
… levar água às zonas económicas (áreas agrícolas, pecuárias, piscícolas, fabris, etc) e de pastorícia tornar-se-ia um desígnio perfeitamente concretizável no curto prazo, isto é, dentro dos próximos dois ou três anos.
Observação: como todas as demais empreitadas de construção não residencial, a de construção dos canais de irrigação também ocorreriam apenas nos dias de sábado para não prejudicar o andamento dos trabalhos de construção das casas evolutivas, e permitir o engajamento neste processo de milhares de efectivos das Forças Armadas Angolanas nos trabalhos de escavação de valas e apoio ao processo de construção dos canais a serem erguidos no âmbito do PEIUHAR.
Continua no próximo artigo…
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[1] Valas impermeabilizadas.